Mundança!!!

Fala galera do Blog Olímpico!
Estou com uma novidade para vocês, pois é, o blog esta de mudança...
A palavra mudar as vezes assusta e seu significado pode causar arrepios, por que é difícil mudar, é difícil sair daquela tranqüila zona de conforto e começar novas coisas, ou, novos conceitos.
Mas decidi que estava na hora de mudar, já estamos com um pouco mais de um ano de vida, e achei merecíamos uma nova casa, uma nova roupagem e um novo conceito de escrever.
Bom chega de ladainha, (rs) vamos ao que interessa não é verdade?!
www.mbolimpico.blogspot.com
Essa é a nova casa do Blog Olímpico que já esta pronta para receber-lo.
Escrito por Matias às 13h03
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Democracia às Avessas...

No texto que escrevi ontem falava de um presidente que visa a melhoria do desporte nacional, até comentei, justamente no titulo do texto, que Lula era um exército de um homem só, por que personagens como Arthur Nuzman (entre tantos outros) são os que complicam o avanço do esporte nacional, olhem só o que aconteceu desde ontem até hoje.
Nosso ilustríssimo presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, resolveu convocar em regime de urgência, novas eleições para o cargo que esta representando no momento. Porém existem certas normas a serem seguidas pelo COB e também leis civis quanto ao tema de eleições.
Não sou advogado e também não tenho profundo conhecimento nas leis eleitorais, porém essas eleições às pressas foram de uma estranheza incrível. A votação para presidente foi feita em um Sub-Solo de um hotel no Rio de Janeiro, onde compareceram 31 dos 36 representantes do “colégio eleitoral esportivo”, vulgo, as confederações.
Bom, o resultado foi a reeleição de Nuzman por mais 4 anos, porém isso era inevitável já que não existia uma chapa de oposição (e também quem sabia dessas eleições a não ser ele mesmo?).
Em entrevista a ESPN, Nuzman fala como se nada de mais tivesse acontecido, inclusive minimiza o fato de não haver uma chapa opositora, dizendo que não via problema nisso.
Bom, caro Nuzman, chapa única, eleições na calada da noite, falta de informações, pressão política sobre as confederações, tudo isso não têm problema também? Ferir o regime democrático também não tem problema? Fazer de “trouxas” todos os brasileiros, todos os esportistas deste país, também não deve ter problema nenhum, não é mesmo?
Agora, nosso presidente irá cumprir seu mandato até 2012, onde completara incríveis e democráticos 17 anos no poder. Por que tanto tempo no poder, por que tanto tempo?
Bom, agora o futuro será assistir as cômicas e bizarras entrevistas de nosso “líder” esportivo, ver e ler as distorções nos resultados de nosso esporte, que em seus olhos evolui a cada ano, sempre com mais medalhas, melhores resultados, mais dinheiro, mais tudo, porém, basta ver o quadro de medalhas da última olimpíada (Pequim) e ver nossas míseras 3 medalhas douradas.
Parabéns a democracia, a justiça e claro a reeleição de nosso presidente e líder esportivo Carlos Arthur Nuzman!!!
Escrito por Matias às 11h09
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Um exército de um homem só.

Mesmo com o mundo passando por uma grande crise econômica, devido à recessão econômica dos EUA, ontem o nosso ilustre presidente deu um tempo na loucura dos mercados para receber em Brasília alguns dos atletas (olímpicos e paraolímpicos) que estiveram em Pequim, em geral, os que estavam eram medalhistas e além (claro) da propaganda “gratuita” ao governo, Lula disse algumas coisas realmente interessantes e relevantes ao desporte nacional.
O Presidente da República cobrou em seu discurso, um projeto olímpico do COB, cobrou organização e disse que ainda não foi feito o que tem de ser feito para o Brasil tornar-se uma verdadeira potência olímpica e deixar de uma vez por todas de ser uma eterna promessa.
"Tenho mais dois anos e dois meses. Estou convencido que ainda não fizemos o que precisa ser feito" Disse o Presidente em seu discurso, e ainda disse mais: "Quero que vocês montem um esquema com proposta que eu me disponho junto com vocês a arrumar os 50, 100, 150 maiores empresários do Brasil para ajudar. Se nós quisermos nos transformar numa potência olímpica, precisamos não de gastos, mas de investimentos".
A verdade que as palavras de Lula na tarde de ontem foram fortes e especiais, de talvez o único presidente (pelo menos em minha curta experiência política) que realmente se importe com o desporte nacional, tudo bem, falta tanta coisa, tantos investimentos como ele próprio ressaltou, mas não me lembro de outro presidente que falasse tanto em esporte como o Lula, ou que recebesse com tanta freqüência atletas no palácio do governo.
Acredito que o primeiro passo para o Brasil tornar-se algo no cenário mundial esportivo já foi dado, que é justamente reconhecer as nossas deficiências, e estamos procurando melhorar-las, mas já que nosso presidente se empolga tanto como nosso esporte, poderia então, quem sabe lançar novas leis de incentivo e de organização do desporte nacional.
Leis de incentivo a patrocínios, aos clubes, as ong’s, a tudo que trate com o desporte brasileiro, e leis que regessem o desporte brasileiro de uma forma eficaz e rigorosa, uma lei que, por exemplo, limite o tempo de governo de cada confederação, limitando assim o tempo do mesmo “presidente” no cargo, para evitarmos esses “imperadores” que passam 15, 20, 25 anos no poder.
Quem sabe um dia...
Escrito por Matias às 14h30
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Amor ao esporte.

Foto retirada do site World Rowing: www.worldrowing.com
Qual é para você, o fator mais te motiva?
Bom, dentro do esporte esse fator, ou fatores, são fundamentais e fazem toda a diferença. São esses fatores (motivantes) que levam determinados atletas ao seu limite e alguns deles são fortíssimos.
Durante a 1° Copa Pinheiros de Remo, pude presenciar um desses grandes fatores. Foi durante a semifinal com um remador júnior do Rio Grande do Sul, do Guaíba de Porto Alegre (GPA), um clube muito tradicional, porém que vive uma fase difícil, já que regionalmente e nacionalmente, o Náutico União tem maior destaque. Esse remador se chama Denis Araujo (atual campeão brasileiro de sua categoria).
Antes da largada, enquanto esperávamos todos amontoados já em nossos barcos a liberação da raia, ele falou com outro competidor as seguintes palavras:
- Essa é a nossa chance de vencer-los, (...) eles remam pelo dinheiro e nos pelo amor ao esporte (...)!
Naquele momento, sabendo que era ele o meu principal rival para a classificação à final do evento, pensei comigo, como vencer um cara desses? Mas durante o aquecimento, cheguei a conclusão que estou no esporte pelo mesmo motivo, não é pela grana, mas sim pelo amor ao esporte.
Foi uma batalha duríssima (ler o texto no blog Pão na Chapa*), mas que no final, independente de quem cruzou a linha de chegada, foi o amor ao esporte que venceu.
O remo é um esporte cruel, onde as oportunidades são raras e quase sempre aparecem para aqueles que não as merece. Um esporte repetitivo e que muitas vezes beira o insuportável, mas são fatores como este, que fazem alguns atletas levantarem todos os dias na madrugada para treinar.
Sei que o remo não é o único esporte que carrega essa sina, alias gostaria de saber qual esporte competitivo de alto rendimento não é assim? Sem alguém souber me avisa ok?
Amar aquilo que se faz, ser feliz em meio de tanta loucura, em meio a tanto esforço, será que ainda estou falando só do esporte? Acho que não, amar é o segredo da vida, não é para mal que tantos poetas escreveram sobre o amor ao longo da história, não é para mal que desde os tempos das cavernas, vemos pinturas rústicas de homens com suas mulheres, juntos.
Amar a sua amada (o), a sua família, amar sua profissão, amar a tudo e a todos, tem que ser esse, sempre, o nosso principal fator motivacional, nunca podemos trocar as posições, por que afinal, nessa equação da vida, a ordem dos fatores definitivamente, influência no resultado final.
E quando achamos que já sabemos tudo (nesse caso especifico do remo), vemos que temos muito a aprender, muito a entender sobre o nosso mundo... Estejam sempre abertos a esses momentos de descoberta, afinal um “garoto” pode ter muito a ensinar, e dar-te uma lição de vida com apenas uma frase.
* No Blog Pão na Chapa, meu amigo e professor Zé Augusto descreveu justamente o dia desta semifinal e escreveu com tamanha maestria e emoção que nem me atrevo em contar a mesma parte da história, então, acessem http://zeguto.blog.uol.com.br/ e desfrutem de um belíssimo texto.
Escrito por Matias às 15h18
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Um sincero pedido de desculpas...
Estava assistindo a televisão sem pretensões, esperando o tempo passar. Justo passando de canal de forma frenética e sem rumo, encontro um programa do qual gosto muito, que é o Juca Entrevista da ESPN, me deparei com um texto excelente de um Professor da Universidade Federal de Brasília que escreveu uma carta de desculpas aos atletas brasileiros. Aliada com uma espetacular edição de imagens dos atletas brasileiros em Pequim a abertura do programa ficou sensacional (sem contar o programa em si que foi ótimo).
Sei que muitos não tiveram a oportunidade de assistir este programa e podem vir a perder a reprise, consegui encontrar o texto de Ronaldo Pacheco em um Blog de Educação Física. Espero que gostem...
Desculpas aos atletas Brasileiro
Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;
Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;
Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;
Desculpem pela falta de incentivo na base;
Desculpem pela falta de praças esportivas;
Desculpem pelo discurso de que “o esporte serve para tirar a criança da rua” (é muito pouco se for só isso!);
Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;
Desculpem se muito cedo lhe tiraram o “esporte-brincadeira” e lhe impuseram o “esporte-profissão”;
Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;
Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um “exame de faixa”;
Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos;
Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;
Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;
Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;
Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas;
Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;
Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;
Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);
Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a “Lei do Gérson” (coitado do Gérson);
Desculpem pelos secretários de esporte de “ocasião”, cujas escolhas visam atender apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);
Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;
Desculpem por pensar em organizar “Olimpíadas” se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;
Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se “exilarem” no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;
Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum;
Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;
Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;
Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;
Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;
Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.
Prof. Ronaldo Pacheco de Oliveira Filho
Escrito por Matias às 11h31
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Brasil com a 9° colocação em Pequim, 47 medalhas!

Terminou hoje os Jogos Paraolímpicos, e o Brasil se sustentou entre os 10 melhores países da competição, terminou em 9° lugar, a frente de grandes potências no esporte. Foram 16 medalhas de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, somando um total de 47 medalhas.
Sem a menor dúvida o Brasil paraolímpico deu um show na China, mas um show para poucos interessados, para poucos espectadores, para poucos torcedores.
Mas esses poucos foram em nosso país, por que ao contrário do que foi visto nos Jogos Para-Pan (versão paraolímpica dos Jogos Pan-Americanos) do Rio de Janeiro e até mesmo dos últimos Jogos realizados na Grécia, havia milhares de chineses nos estádios, principalmente acompanhando as provas da natação e do atletismo (competições mais transmitidas pela nossa televisão – Sportv).
Em um país tão julgado pela sua falta de humanismo, os chineses foram os mais humanos anfitriões dos jogos paraolímpicos. Com direito a festas de abertura e encerramento incríveis (para aqueles que não viram, basta ver as fotos espalhadas pelos sites de informação hoje), de uma estrutura impressionante para todos os deficientes, e acima de tudo, por sorrisos sinceros.
Por que a verdade é que não aprendemos a lidar com os deficientes, não fomos ensinados na escola, não tivemos amiguinhos com algum problema de formação, por que estes temem o preconceito, e a discriminação pelos chamados normais.
Por causa dessa segregação temos dificuldades, sempre que nos deparamos com um ficamos totalmente sem ação, não sabemos nem como oferecer ajuda, caso este esteja necessitando. Sentimos logo de cara, pena, dó e não conseguimos ver a normalidade do ser humano, de seu espírito, de seu coração, que estes, apesar de um pouco mais sofridos que os nossos, são iguais.
Por isso que em outro texto citei que os Jogos Olímpicos deviam englobar os Jogos Paraolímpicos, afinal por que segregar? A idéia não é unir, socializar, os “marginalizados” deficientes físicos? Então por que ter um campeonato separado, um campeonato ou evento que se chame PARAolímpico, PARA de paralelo? De paralítico?
Essa aversão aos deficientes físicos deve deixar de existir o mais rápido possível, talvez um dos esportes no Brasil que tem mudado um pouco esse conceito é o REMO. Em São Paulo, dentro do campeonato paulista, já existem provas especiais para o chamado REMO ADAPTADO, assim, deficientes e não deficientes dividem as mesmas medalhas, as mesmas competições e os mesmos sentimentos. Afinal de contas, somos todos remadores, todos seres humanos.
Pena que por causa dessa segregação, nem um terço do Brasil vai ficar sabendo do que Daniel Dias fez na natação (com suas 9 medalhas), ninguém vai saber quem é Antonio Tenório e seus feitos (tetra-campeão olímpico de Judô), de Lucas Prado, imperador das pistas de atletismo (com 3 ouros) e tantos outros heróis, que deixaram na China seu suor e seu sangue por uma Pátria que ainda teima em ignorar-los.
Queria deixar aqui, registrado, um pedido de desculpas por não ter colocado mais informações sobre nossos atletas, infelizmente as Paraolimpíadas me pegaram em semanas difíceis de minha vida pessoal, entre estudos e treinos, mas quero ressaltar que não foram ignorados ou esquecidos, todos os 118 atletas fazem parte da história deste blog, e sem a menor dúvida da história do esporte brasileiro. Parabéns a todos, por não desistirem jamais...
Escrito por Matias às 11h39
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COPA PINHEIROS DE REMO.

Nesse próximo final de semana, na raia olímpica da USP, o Esporte Clube Pinheiros estará promovendo um campeonato de proporções inéditas para o remo paulista.
Em uma alusão a um antigo campeonato chamado Fita Azul do Remo Brasileiro, que era promovido pelo Clube Espéria, o Pinheiros incrementou-o, transformando este antigo campeonato em algo muito mais moderno e com um nível altíssimo de competidores.
Esta nova versão da Fita Azul, organizada pelo Pinheiros foi batizada de COPA PINHEIROS DE REMO.
Neste campeonato apenas participarão remadores de Skiff’s, barcos individuais, em três categorias: Junior, Sênior Peso-leves e Sênior Absolutos (sem limite de peso). Em ambos os sexos. Porém todas as categorias competirão entre si, dessa forma serão conhecidos no final do campeonato os campeões gerais (de cada sexo) e os campeões de cada categoria.
Além disso, o Pinheiros oferecerá de forma inédita premiação em dinheiro para os três primeiros classificados no masculino e no feminino (sem diferença de valores) e mais prêmios para os vencedores de cada categoria.
A COPA PINHEIROS DE REMO iniciará nesta sexta, na raia olímpica da USP, a partir das 9 horas da manhã e continuara por todo o final de semana, tendo as finais no domingo, também começando as 9 horas da manhã.
A entrada é franca, e vale muito a pena assistir este campeonato que esta prometendo ser um divisor de águas do remo paulista e também, brasileiro.

Escrito por Matias às 14h43
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